'Urgência' encarece viagens, alegam órgãos

Instituições federais dizem que compromissos de última hora impedem a compra de bilhetes com maior antecedência

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

26 de maio de 2013 | 02h04

Os órgãos federais garantem que planejam bem a compra de passagens aéreas, mas ressaltam que convocações feitas em cima da hora os impedem de obter melhores preços, em compras feitas com antecedência.

O órgão menos econômico na rota Rio-São Paulo, a Fundação Nacional de Artes (Funarte) sustenta que o padrão não é a aquisição a preços altos. Em nota, a fundação alega que as solicitações são feitas usualmente no prazo mínimo de 10 dias. "No entanto, isso nem sempre é possível, diante das agendas marcadas com prazo menor. Muitas vezes, essas solicitações são do próprio Ministério da Cultura." O órgão informa que as agendas de seu presidente, Antônio Grassi, por exemplo, atendem a convocações de Brasília, não raro de véspera. "O curto prazo provoca o aumento no preço", diz o comunicado.

O Jardim Botânico do Rio, que comprou os bilhetes mais caros entre a capital fluminense e Brasília, informa que as viagens são providenciadas tão logo confirmados o destino e a data do compromisso. "As compras realizadas com antecedência menor que 10 dias são motivadas pela intempestividade da convocação, a exemplo de reuniões em Brasília", afirma a nota.

Já o órgão menos econômico na rota São Paulo-Brasília, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), informou que, por regra, a solicitação de bilhetes por seus servidores deve ser feita com antecedência mínima de 15 dias para viagens nacionais e de 20 para as internacionais, salvo em situações excepcionais, que devem ser autorizadas. Segundo a instituição, é feita a cotação do menor preço.

Sobre os valores de passagens apurados pela CGU, do segundo semestre de 2011, a Unifesp alegou que a universidade estava sob outra gestão naquele ano.

'Dinamismo'. O Ministério do Esporte argumenta que o "extenso número de atividades e o dinamismo da agenda" reduzem o prazo de antecedência na compra das passagens. Em nota, a pasta lembra que o ministro Aldo Rebelo assumiu o cargo em outubro de 2011, fim do período que serviu como base do levantamento da Controladoria-Geral da União (CGU). "Naquele ano, realizou apenas duas viagens no trecho Rio-São Paulo, com valores típicos de períodos de alta temporada", disse em nota.

O Dnit informou que cada diretoria é responsável por pedir passagens para autoridades e servidores. Mas, para melhorar a gestão, um setor vai centralizar as compras. Segundo a autarquia, "há situações emergenciais" que impossibilitam a compra com antecedência mínima de dez dias. Procurada, a Ancine não se pronunciou. / F.F.

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