Único acordo comercial da visita será sobre cachaça

O único acordo comercial da visita oficial da presidente Dilma Rousseff aos EUA, hoje, será o reconhecimento da cachaça como um produto exclusivamente brasileiro. A bebida deixará de chegar ao mercado americano como uma espécie de rum. A contrapartida será o ingresso no Brasil do bourbon, o uísque de milho, como bebida típica dos EUA e não mais como Scotch.

O Estado de S.Paulo

09 de abril de 2012 | 03h07

Outros cinco acordos menos pitorescos serão firmados em diferentes áreas, além de 14 em Educação. A presidente desembarcou na noite de ontem acompanhada por sete ministros, além de assessores especiais.

O terceiro encontro de Dilma com Barack Obama durará pouco mais de duas horas. Se o fracasso do diálogo político é dado como certo por especialistas, as perspectivas dos EUA no campo dos negócios com o Brasil são alentadoras. Não à toa, Dilma decidiu reunir-se a portas fechadas com cerca de 17 empresários brasileiros ontem logo ao chegar ao hotel onde está hospedada. Hoje, ela discursará duas vezes para esses homens de negócios - em público e diante também de empresários e de autoridades dos EUA e de outros países.

Além de antigas queixas dos dois lados sobre barreiras comerciais, o plano dos EUA de atrair investimentos produtivos brasileiros e de estimular os negócios bilaterais, para gerar empregos locais, desandou com a decisão inesperada da Força Aérea americana (USAF), em fevereiro, de cancelar a compra de 20 aviões A29 Supertucano da Embraer. / DENISE CHRISPIM MARIN e VERA ROSA

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