Um ex-stalinista no coração do governador Alckmin

Perfil de Edson Aparecido, historiador formado pela PUC-SP

O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2013 | 02h18

Historiador formado pela PUC-SP, Edson Aparecido assumiu a Casa Civil do Palácio dos Bandeirantes em dezembro de 2012 com a missão de dar um caráter mais político para a pasta que representa o coração do governo. Ele é o responsável por consolidar a influência de Alckmin no interior do Estado, onde reside a fortaleza do governador.

Além de atuar no varejo com os 645 prefeitos paulistas, administra a relação do Palácio com a Assembleia Legislativa e ainda cumpre o papel de gestor de crise. Quando veio à tona o caso Siemens, sobre denúncia de um cartel metroferroviário durante governos tucanos em São Paulo, ele foi o primeiro a se expor em uma entrevista coletiva.

Depois das manifestações de junho, coube ao secretário a tarefa de medir os danos por meio de pesquisas e articular uma agenda positiva.

O Edson tucano começou a carreira no movimento estudantil da PUC-SP nos anos 70 como militante do PCdoB. "O Aldo Rebelo (atual ministro do Esporte e presidente da UNE em 1980) era meu líder", lembra. Ao repassar sua ideologia naqueles tempos, conta que era stalinista. "Eu quase fui para a Albânia trabalhar na rádio Tirana."

Seu primeiro contato com Mário Covas e Fernando Henrique Cardoso aconteceu em 1976, depois da invasão da PUC-SP pela PM, quando os futuros tucanos, então no MDB, foram visitar os estudantes presos - entre eles Edson. Em 1988 ele assinou a ficha do PSDB e dez anos depois elegeu-se deputado estadual pela primeira vez. Nos bastidores, coordenou diversas campanhas tucanas. / P.V.

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