O Estado de S.Paulo

22 de novembro de 2013 | 02h05

Não parece haver dúvida quanto a uma falha de procedimento em relação ao deputado licenciado José Genoino, cujo estado debilitado de saúde era notório bem antes da conclusão do julgamento do mensalão.

Provavelmente irá para casa - e isso não se traduz por erro de sentença, mas de sua aplicação, que não considerou o estado de saúde do preso.

O efeito colateral é a exploração política do episódio por um partido que recorre a todos os expedientes para negar o delito de seus pares e que tenta claramente martirizar os condenados.

Apenas os do partido, já que "políticos presos" são os outros.

Mas para ser coerente com a defesa que o coloca como um distraído que assinou sem ler o documento que o incrimina, Genoino deveria direcionar sua revolta contra o PT - ou quem no partido o logrou na sua reclamada boa-fé.

Agora a estratégia é manter o julgamento sob polêmica, ter seu resultado sempre questionado, assim como a idoneidade dos juízes que o conduziram.

Essa versão serve ao presente e ao futuro, quando a história for contada aos netos dos protagonistas e das testemunhas de hoje.

Espera-se apenas que ela tenha o limite da conveniência eleitoral e não descambe para a invasão da Suprema Corte. É só o que falta.

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