Uber divide candidatos em Fortaleza

Roberto Cláudio (PDT), que disputa reeleição, se disse contra aplicativo, enquanto o deputado Capitão Wagner (PR) defendeu legalidade em debate na TV

Igor Gadelha, enviado especial, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2016 | 17h59

FORTALEZA - A legalidade do aplicativo Uber, serviço de transporte alternativo, virou tema de discussão entre os candidatos a prefeito de Fortaleza (CE) durante debate televisivo na tarde desta quinta-feira, 27. O candidato à reeleição, o prefeito da cidade, Roberto Cláudio (PDT), afirmou ser contra o aplicativo, enquanto seu adversário, o deputado estadual Capitão Wagner (PR), defendeu a legalidade do serviço.

“Sou contra o Uber, porque sou a favor da legalidade”, disse o prefeito durante o debate. Segundo o pedetista, o serviço “não paga impostos e ainda explora os serviços do trabalhador brasileiro”.  

Roberto Cláudio afirmou que, na área de transporte, uma de suas propostas será aumentar o número de concessões de táxi na capital cearense. “Vamos aumentar as vagas de táxi e qualificar o serviço”, disse.

Já Capitão Wagner disse que vai defender a legalização do Uber em Fortaleza. Na capital cearense, o serviço de transporte alternativo funciona, mas ainda não é legalizado, como em outras cidades, como São Paulo.

De acordo com a a última pesquisa Datafolha/O Povo, divulgada em 22 de outubro,  Capitão Wagner tem 36% das intenções de voto para a prefeitura de Fortaleza, atrás de Roberto Cláudio, que lidera com 45%. 

Wagner tem como principais apoiadores os senadores cearenses Eunício Oliveira, líder do PMDB no Senado, e Tasso Jereissati (PSDB). Já os principais cabos eleitorais de Cláudio são os irmãos Cid e Ciro Gomes e o governador do Ceará, Camilo Santana (PT).

 

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