Tiago Queiroz/Estadão
Tiago Queiroz/Estadão

Tucanos são maioria nos bastidores do debate entre presidenciáveis

TV Gazeta, Estadão, Jovem Pan e Twitter promovem primeiro embate desde o atentado à faca ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro

Pedro Venceslau, Marianna Holanda e Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

09 Setembro 2018 | 21h23

Enquanto nos primeiros dois debates os candidatos foram acompanhados de suas claques, no terceiro encontro, promovido neste domingo, 9, por TV Gazeta, Estadão, Jovem Pan e Twitter, os presidenciáveis trouxeram menos convidados. Apesar da plateia cheia, apenas o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, veio acompanhado de sua esposa, candidatos e aliados. Nenhum dos candidatos à vice compareceu ao evento. 

Entre os tucanos presentes no auditório da TV Gazeta, cuja capacidade de 300 pessoas estava completa, estavam o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), e de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB), os deputados Ricardo Tripoli e Mara Gabrili, candidatos ao Senado em São Paulo pelo PSDB, Silvio Torres, tesoureiro do partido, além de lideranças e candidatos da sigla.  

A esposa  de Geraldo Alckmin, Lu Alckmin, também está presente e sentou-se em uma fileira afastada do palco. Nas poltronas da frente estão os marqueteiros e auxiliares mais próximos do candidato do PSDB. 

A candidata da Rede, Marina Silva, trouxe cinco de seus coordenadores mais próximos e nenhuma claque. Ao contrário dos últimos dois debates, nem o vice chapa, Eduardo Jorge, acompanhou o embate.

Ciro Gomes contou com a presença da namorada, Gisele Bezerra, que se sentou na primeira fileira e, vez ou outra, comunicava-se com o candidato no intervalo. Também estiveram presentes o candidato ao senado pelo PDT, Antonio Neto, e a candidata a vice governador pela sigla Gleides Sodré. A ausência mais sentida entre os trabalhistas foi à do presidente da legenda, Carlos Lupi, que esteve doente e não pode comparecer.

Candidata ao governo paulista pelo PSOL, professora Lisete, veio acompanhando seu presidenciável, Guilherme Boulos. Além dela, o presidente do partido, Juliano Medeiros, e o deputado federal  Ivan Valente também marcaram presença, a convite do candidato ao Planalto. Todos portavam um adesivo da vereadora Marielle Franco, cujo assassinato, como lembrou o presidenciável durante o debate, segue sem solução e faz aniversário de seis meses.

Henrique Meirelles, candidato do MDB, veio acompanhado de uma equipe de auxiliares e também não trouxe claque. Nem sua esposa, Eva Missine, compareceu ao local.

O PT não enviou representantes dessa vez, assim como o PSL de Jair Bolsonaro. Nos últimos debates, o militar da reserva foi quem trouxe mais convidados. No entanto, apoiadores do deputado federal e militantes do PSL promoveram um ato com carros de som, na Avenida Paulista, em frente ao prédio da TV, antecedendo o debate.

Talvez como reflexo dos discursos mais contidos dos próprios candidatos, principalmente depois do atentado à faca sofrido por Bolsonaro, a plateia pouco reagiu aos comentários dos participantes, apesar da lotação do auditório.

Um dos poucos momentos em que algum burburinho foi ouvido na plateia foi quando Meirelles se confundiu e declarou ser um "absurdo mulheres ganharem mais do que homens" ao exercerem cargos parecidos. Em outro, dois auxiliares de Alckmin tentaram puxar aplausos, sem sucesso. / COLABOROU PAULA REVERBEL

 

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