Tucanos pressionam PRB para deixar Russomanno fora

Ocapital político adquirido por Celso Russomanno na eleição para a Prefeitura de São Paulo, no ano passado, transformou o pequeno PRB, dono de 15 segundos na propaganda eleitoral diária na TV, em um dos mais cobiçados partidos no processo de montagem do palanque estadual para 2014. Ao selar em maio um acordo com a sigla e tirar o potencial rival da disputa, o tucano Geraldo Alckmin consolidou seu favoritismo.

BASTIDORES: Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2013 | 02h09

Depois das manifestações de rua, no entanto, esse cenário mudou. Ao detectar movimentos do PRB para retomar o projeto Russomanno, os operadores políticos de Geraldo Alckmin chamaram o presidente nacional da sigla, Marcos Pereira, para uma conversa na semana passada. Na ocasião, o dirigente foi questionado sobre o acordo e respondeu que ele continuava de pé. Apesar da negativa, Russomanno é tratado como candidato em reuniões fechadas do PRB e os caciques da sigla dizem que só baterão o martelo depois de avaliarem as pesquisas de opinião e a conjuntura no ano que vem.

A avaliação, no entorno do governador Geraldo Alckmin, é que o PRB teme perder espaço para o empresário Paulo Skaf, do PMDB. Presidente da Fiesp, ele subiu nas pesquisas depois das manifestações.

Recentemente, o PRB enfrentou um forte desgaste interno quando Marcos Cintra, um de seus maiores quadros, deixou o partido, se aproximou do DEM e foi abrigado na Secretaria de Desenvolvimento Econômico. A pasta é comandada por Rodrigo Garcia, o nome mais cotado hoje no DEM para assumir o posto de vice na chapa de Geraldo Alckmin. Coincidência ou não, os seis partidos nanicos que apoiaram Celso Russomanno em 2012 - PHS, PTN, PT do B, PRP, PTC e PSL - já se uniram em bloco para lançar a candidatura do vereador Laércio Benko (PHS) ao governo de São Paulo. Juntas, as seis siglas contam com 13 segundos de tempo de TV.

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