Campanha PSDB/Reprodução/Divulgação
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Tucanos enxergam 'alento' em pesquisa; comerciais vão reforçar voto útil antipetista

Comerciais que começam a ser exibidos na terça-feira mostram imagem de Jair Bolsonaro se transformando aos poucos no rosto do ex-presidente Lula

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2018 | 20h22

Os tucanos receberam com apreensão, mas viram um alento na pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada nesta segunda-feira, 24. A expectativa no entorno de Geraldo Alckmin, presidenciável do PSDB nas eleições 2018, era de um crescimento maior que o colocasse na casa dos dois dígitos. 

Alckmin, porém, cresceu apenas 1%, e foi aos 8%. A apreensão se deve ao pouco tempo para reverter esse quadro: 13 dias. O alento é que o candidato do PSDB ganhou uma narrativa para lutar pelo voto útil

Nos comerciais que começam a ser exibidos na terça-feira, 25, (e foram obtidos pelo Estado), um locutor mostra a imagem de Jair Bolsonaro, candidato do PSL, se transformando aos poucos no rosto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – condenado e preso pela Operação Lava Jato

“Na eleição deste ano você pode acabar elegendo quem menos espera. Por exemplo: você vota no Bolsonaro no 1º turno. No 2º turno as pesquisas mostram: Bolsonaro empata com Marina, perde para o Ciro e caminha para perder do Haddad. Os três foram ministros do Lula. Se você não quer o PT, vote no 1° turno em quem vence a turma do PT no 2° Turno”, diz o comercial. 

O principal temor na campanha de Alckmin era que o crescimento de Fernando Haddad criasse uma onda de voto útil antipetista que impulsionasse Bolsonaro para uma vitória no 1° turno. 

Mas a pouco menos de duas semanas das eleições 2018, o candidato do PSL à Presidência da República parou de crescer e se manteve com 28% das intenções de voto. Seu principal adversário, Fernando Haddad (PT), subiu três pontos porcentuais e chegou a 22%. 

“Está cada vez mais claro que o Bolsonaro perde para todos no 2° turno. Por isso o voto para ele é um reforço para eleição do PT”, disse o deputado federal Silvio Torres (SP), tesoureiro da campanha de Alckmin e um dos mais próximos aliados do ex-governador paulista.

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