Tucano tenta antecipar defesa na CPI

Sob mira da CPI do Cachoeira, que deverá aprovar a convocação do jornalista Luiz Carlos Bordoni, o governador Marconi Perillo (PSDB-GO) começa a preparar o terreno do seu depoimento à comissão. Perillo tem agido em duas frentes: uma fora do partido, na mira dos membros da CPI, e outra dentro do PSDB, que o tem defendido em público. O objetivo é evitar constrangimentos na CPI e, nas palavras de um correligionário, "virar a página" das acusações de ligação com Carlinhos Cachoeira. O depoimento está marcado para terça, dia 12, um dia antes da ida do governador Agnelo Queiroz (PT-DF).

RICARDO BRITO, EUGÊNIA LOPES / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

07 de junho de 2012 | 04h22

Semana que vem, a comissão deve aprovar a convocação de Bordoni que revelou, ao Estado, ter recebido R$ 40 mil em dinheiro das mãos de Perillo. Bordoni foi responsável pelas campanhas de rádio do tucano. "Com certeza, ele (Bordoni) virá à CPI", disse o presidente em exercício da CPI, Paulo Teixeira (PT-SP).

Para tentar reduzir o desgaste da ida à comissão, o primeiro movimento de Perillo foi feito pelo senador Cyro Miranda (PSDB-GO) ontem na Comissão de Constituição e Justiça. Falando em nome do governador, Miranda disse ao senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) que Perillo gostaria de conversar com ele antes de ir à CPI para apresentar sua defesa, na véspera do depoimento.

Randolfe sugeriu que a conversa ocorra na presença de parlamentares tidos como independentes: o senador Pedro Taques (PDT-MT) e os deputados Miro Teixeira (PDT-RJ) e Rubens Bueno (PPS-PR). Randolfe ficou de dar uma resposta a Miranda. "Se a intenção é amolecer meu coração, não surtirá efeito. O que eu perguntar separadamente perguntarei publicamente", disse ele, acrescentando que será difícil compatibilizar as agendas de todos com a de Perillo.

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