Tucano sairá da eleição 'menor do que entrou', afirma Chalita

O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo e deputado federal Gabriel Chalita (PMDB) afirmou ontem em entrevista ao Estado que o tucano José Serra, candidato no 2.º turno, "sairá menor do que entrou na campanha", em especial porque insistiu em "temas lamentáveis" para uma eleição. "Ficou discutindo kit gay, ou então a falácia de que o (Fernando) Haddad (candidato do PT à Prefeitura paulistana) vai acabar o convênio com as creches."

JOÃO VILLAVERDE / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

26 de outubro de 2012 | 03h07

Chalita também criticou a forma como Serra abordou o julgamento do mensalão. "A tentativa de associar isso ao Haddad é injusta."

O peemedebista, que ficou em quarto lugar no 1.º turno, declarou recentemente apoio à candidatura de Haddad, "não em troca de cargos", destaca, mas por causa da inclusão de ideias de seu partido no programa petista. Entre elas, a ampliação das escolas em tempo integral.

Desde que manifestou apoio ao PT, porém, o peemedebista tem sido cotado como secretário em caso de vitória de Haddad, e mesmo a ministro, num eventual aumento da cota do PMDB no Planalto. Chalita rechaçou qualquer convite, e acredita que o apoio garantirá mais opinião na Prefeitura.

Uma eventual derrota de Serra não implicaria, porém, na opinião de Chalita, sua "morte política". "Acho que Serra vai começar a trabalhar para lançar Alckmin para presidente em 2014 e sair como (candidato a) governador, movimento que será acelerado se Serra assumir a presidência do PSDB."

Renovação. De todo modo, para Chalita, o tucano "não soube aproveitar o vento eleitoral de 2012, que aponta para a renovação da classe política em São Paulo". O deputado crava que nem uma eventual derrota de Serra na eleição de domingo será capaz de atualizar a visão dos cardeais tucanos.

Já para ele PT e PMDB souberam apostar no novo. "Haddad é uma nova liderança para o PT, que já se renovou no plano federal. O PMDB percebe isso, e já se move na mesma direção", diz Gabriel Chalita.

Tucano até 2009, quando migrou para o PSB (e, mais tarde, para o PMDB), Chalita afirmou que a aliança entre PT e PMDB sai fortalecida das eleições. De acordo com tracking interno do PMDB finalizado ontem, entre 65% e 70% dos eleitores de Chalita já decidiram migrar o voto para Fernando Haddad.

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