Tucano faz apelo a mineiros em momento de ‘necessidade’

Candidato do PSDB diz que, de toda sua trajetória política, fase atual é a que ele mais necessita de voto do eleitorado de MG

Marcelo Portela e Suzana Inhesta , O Estado de S. Paulo

22 de setembro de 2014 | 21h31

BETIM E CONTAGEM (MG) - Em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, o candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, Aécio Neves, fez mais um apelo para que os mineiros não permitam que ele fique de fora da disputa presidencial no 2.º turno neste “momento decisivo”, durante ato de campanha em Betim. O senador chegou ao município de helicóptero e, na sequência, cumpriu agenda em Contagem.

“Sempre tive a generosidade dos mineiros em toda caminhada. E retribui com muito trabalho e dedicação. Este é o momento em toda minha trajetória política em que mais preciso dos mineiros”, disse o ex-governador de Minas. 

“Apelo a todos os companheiros e companheiras de cada canto do Estado para que redobrem os esforços”, acrescentou.

Aécio intensificou os atos de campanha em Minas para tentar retomar a dianteira entre os presidenciáveis no Estado e impedir que a militância tucana desanime diante do atual cenário. Apesar de ele e Anastasia terem deixado o governo estadual bem avaliados, Aécio aparece atrás de Dilma nas intenções de voto no Estado. O levantamento mais recente do Ibope em Minas ainda mostrou Pimenta 20 pontos atrás de seu principal adversário na disputa local, Fernando Pimentel (PT), que lidera o pleito com 43% das intenções de voto. Pelas pesquisas eleitorais, apenas Anastasia lidera a disputa da qual participa. 

Adversárias. Aécio aproveitou entrevista para retomar ataques às adversárias e afirmou contar com o “tempo” para recuperar o espaço que perdeu desde a entrada de Marina Silva na disputa no lugar de Eduardo Campos (PSB), morto em agosto. “O tempo é nosso maior aliado, porque está mostrando que temos, de um lado, uma candidata que mente, como mentiu recentemente dizendo que seus adversários iam acabar com os programas sociais”, disse Aécio, em relação a Dilma. “E, do outro lado, uma candidata que se desmente o tempo inteiro”, completou, referindo-se a Marina Silva. 

O senador prosseguiu com críticas à ex-ministra do Meio Ambiente, dizendo que seu programa de governo “foi feito por quem achava que não ia vencer as eleições”. Quanto a Dilma, o tucano declarou que ela “não assume suas responsabilidades” ao se esquivar de denúncias de irregularidades na Petrobrás.

“É a Polícia Federal quem diz que existe uma organização criminosa trabalhando no seio da Petrobrás. Se a presidente da República não conseguiu, como presidente do conselho (de administração da estatal), administrar nossa maior empresa pública, não tem autoridade para pedir um mandato para administrar de novo o Brasil”, disse.

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