Tucano fala mais de governador do que Haddad de Lula

Levantamento mostra que, enquanto Alckmin foi citado 21 vezes por Serra, petista falou 10 vezes nome do padrinho

O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2012 | 03h05

Em sete dias de propaganda na TV, o candidato à Prefeitura de São Paulo José Serra (PSDB) apareceu em cena 30% menos do que o seu adversário petista, Fernando Haddad. Mesmo assim, o tucano citou duas vezes mais o nome do governador Geraldo Alckmin do que Haddad mencionou o do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O levantamento feito pelo Estado levou em conta o tempo que cada candidato aparece falando no horário eleitoral. Os programas de Celso Russomanno (PRB) também foram analisados.

Enquanto o padrinho político de Haddad foi citado 10 vezes, Serra fez 21 menções ao nome do governador. A meta petista era que Haddad ficasse conhecido como o "candidato de Lula", mas a equipe do tucano havia optado por passar a imagem de que Serra não precisaria se apoiar em outros políticos para concorrer. 

A estratégia mudou após o tucano começar a cair nas pesquisas. Agora, a campanha tem tentado colar a imagem de Serra à de Alckmin. Já o prefeito Gilberto Kassab (PSD), que enfrenta altos índices de rejeição, foi citado apenas duas vezes por Serra.

Haddad é o mais falante dos três na TV. Foram cerca de 43 minutos. Serra falou por quase meia hora e Russomanno, por 10 minutos. Os tempos na TV do tucano e do petista são maiores que o do candidato do PRB.

Professor universitário, Haddad também foi o que apresentou o vocabulário mais vasto. Foram 1.001 palavras únicas, contra 691 do tucano e 428 de Russomanno. Uma das mais repetidas foi "tempo". A ideia de que haverá um "tempo novo" se Haddad for eleito é o fio condutor das propagandas. Já o candidato tucano, que passa grande parte do tempo lembrando suas realizações, emprega muito as palavras "eu" e "fazer". Russomanno, por causa da sua longa carreira na TV, é o que tem o discurso mais simples e direto. As palavras "gente", "eu" e "você" aparecem com destaque. / ISADORA PERON

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