Tucano e petista faltam a desfile

Marta Suplicy critica Kassab em ato na Paulista

F.F., O Estado de S.Paulo

11 de junho de 2012 | 03h05

Pré-candidatos a prefeito de São Paulo, o tucano José Serra, o petista Fernando Haddad e o peemedebista Gabriel Chalita não foram à 16ª edição da Parada do Orgulho LGBT, ontem, na Avenida Paulista, considerado um dos maiores eventos no calendário da cidade e do qual participaram o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Apesar de constar de sua agenda, Serra cancelou a participação no desfile ao adiar para amanhã a volta de viagem a Nova York. A ida dele à parada era apontada no PSDB como uma maneira de reforçar laços com movimentos sociais.

Chalita também ficou longe da festa gay: agendou, no mesmo horário, um encontro comunitário em Sapopemba, zona leste - a 20 quilômetros de distância da Paulista.

Haddad, alvo de polêmica entre setores evangélicos após a proposta de distribuição do "kit gay" nas escolas, não foi. Avisou que descansaria com a família no fim de semana.

Em meio a fantasias, subcelebridades e música eletrônica, outros três pré-candidatos aproveitaram para circular.

Celso Russomanno (PRB), Soninha Francine (PPS) e o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) prestigiaram o evento, cujo tema principal do ano era a criminalização da homofobia.

Pré-candidato de sigla ligada à Igreja Universal, Russomanno disse ser contra o casamento gay, mas defendeu a união civil entre pessoas do mesmo sexo. O ex-deputado também afirmou ser a favor de aulas de orientação sexual nas escolas sobre saúde e homofobia, "desde que com professores capacitados".

A senadora Marta Suplicy (PT) criticou a gestão Serra/Kassab por ter "abandonado" a orientação sexual e combate ao preconceito na rede infantil de ensino. "Houve um retrocesso", disse Marta, que desfilou em trio elétrico. Para Kassab, Marta só quis sugerir uma abordagem pedagógica em várias frentes.

A deputada estadual Leci Brandão (PC do B), cotada para vice de Haddad, pediu repressão a piadas homofóbicas na TV. O deputado Jean Willys (PSOL-RJ) criticou a intolerância religiosa contra gays e elogiou Kassab pelo veto à criação do Dia do Orgulho Hétero. /

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