Tucano diz que material é 'baixaria' de partido

O candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra, classificou a divulgação do vídeo em que é comparado a Adolf Hitler como "baixaria". O tucano afirmou que "o PT sempre fez isso".

O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2012 | 03h01

"Eles já faziam isso na campanha presidencial (de 2010). Não é nenhuma novidade", disse. "Espero que nesta campanha o nível seja melhor e que isso não se repita. O que as pessoas querem é um bom debate e não baixaria. O que saiu na campanha do Haddad é um desrespeito não apenas a mim ou ao meu partido, mas à população de São Paulo. As pessoas querem, nessa campanha, troca de ideias e até críticas a questões concretas, e não insultos. Portanto, eu só tenho a lamentar."

Serra já usou a analogia da qual agora é vítima para acusar o PT. Ao reclamar três semanas atrás da ação de militantes do partido na internet, o tucano comparou os internautas a "tropas nazistas". Ele também acusou o PT de financiar os grupos responsáveis por campanhas difamatórias.

Agora, a equipe jurídica da campanha de Serra estuda acionar a Justiça contra a divulgação do vídeo. Segundo o advogado Ricardo Penteado, o candidato tucano pode processar a campanha adversária por danos a sua imagem e exigir direito de resposta no site do candidato do PT.

"É evidente que cabe um direito de resposta, pois trata-se de uma matéria ofensiva", afirmou Penteado. "Cabe até um pedido de indenização por parte do candidato. Isso causa um dano à sua imagem pessoal."

Edson Aparecido, coordenador da campanha do PSDB em São Paulo, afirmou que o episódio é "grotesco". Outros líderes do partido compararam o vídeo ao escândalo dos "aloprados", em 2006, quando o PT responsabilizou integrantes do partido pela compra de um dossiê falso contra Serra, então candidato ao governo estadual.

O presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, afirmou que "os aloprados já estão operando" e classificou a divulgação do vídeo como "inadmissível". O deputado estadual Orlando Morando (PSDB), um dos coordenadores da campanha de Serra, afirmou que o vídeo é "criminoso". "Agora, basta descobrir quem são os aloprados da campanha do Haddad. Acho que o mínimo que se pode fazer é pedir desculpas pelo feito. É o mínimo que se espera pela baixaria."

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