Tucano diz que comissão deveria ouvir governadores

O presidente do PSDB, deputado Sérgio Guerra (PE), afirmou ontem que a CPI criada para investigar a atuação de Carlinhos Cachoeira "não tem a menor chance de avançar" porque as "ramificações" do contraventor "apontam na direção de Brasília".

O Estado de S.Paulo

18 Maio 2012 | 03h08

Em almoço com empresários mineiros em Nova Lima, região metropolitana de Belo Horizonte, o tucano negou que haja acordo para poupar políticos, mas avaliou que o envolvimento de integrantes de várias legendas com Cachoeira emperra as investigações. Para ele, o governo só apoiou a criação da CPI "para evitar que o foco fique onde deve ficar, que é o julgamento do mensalão".

Guerra afirmou ainda que é a favor da convocação do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), para depor na comissão, mas com a condição de também serem convocados os governadores Sério Cabral (PMDB-RJ) e Agnelo Queiroz (PT-DF).

"Convocar governadores é uma coisa positiva. Desde que sejam todos. É muito provável que o PMDB não deseje que o governador Cabral seja ouvido. É muito provável que o PT não tenha interesse em ouvir o governador do Distrito Federal", disse.

O presidente do PSDB fez questão de repetir que considera as acusações a Perillo um "ataque especulativo" contra o partido. Ele foi categórico em afirmar que "nada vai ter de relevante contra o governador de Goiás". Para Guerra, ainda é preciso verificar o que "é fato" nas conversas de Cachoeira gravadas pela Polícia Federal. / MARCELO PORTELA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.