Filipe Strazzer/Estadão
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Tucano de 33 anos é favorito no Rio Grande do Sul

Sartori, do MDB, tenta inédita reeleição pregando voto ‘sartonaro’; mas Leite (PSDB), ex-prefeito de Pelotas, tem vantagem nas pesquisas

Filipe Strazzer / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

27 de outubro de 2018 | 18h44

O eleitor gaúcho decidirá neste domingo se terá um governador reeleito pela primeira vez ou se o escolhido será o mais jovem desde a redemocratização. Nos últimos dias, José Ivo Sartori (MDB) e Eduardo Leite (PSDB) trocaram acusações, disputaram quem é mais antipetista e buscaram votos dos apoiadores do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). 

 Sartori tenta ser o primeiro governador reeleito do Rio Grande do Sul. Para isso, o “gringo” – apelido alusivo a suas origens italianas – defende ajuda federal ao Estado para amenizar a crise fiscal e conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa medidas como a previdência complementar para o funcionalismo e a Lei de Responsabilidade Fiscal Estadual. Ele já foi vereador, deputado estadual e federal, prefeito de Caxias do Sul e ocupa, desde 2015, o governo do Estado. 

O emedebista enfrenta uma alta rejeição a sua administração: 37% dos eleitores não votariam em Sartori, segundo pesquisa Ibope divulgada dia 23. Essa taxa está relacionada principalmente ao aumento da violência e aos mais de 30 meses de salários parcelados no funcionalismo, mas também à ascensão de Leite, seu adversário.

O tucano de 33 anos saiu de 8% de intenções de voto em pesquisa Ibope divulgada no mês de agosto para a liderança no segundo turno. Leite defende, entre outras medidas, a “melhor gestão” dos recursos públicos e a renegociação do acordo com o governo federal. O tucano foi vereador e, em 2012, elegeu-se o prefeito mais jovem da história de Pelotas, com 27 anos. Não disputou novamente o cargo por afirmar ser contra a reeleição.

Neste segundo turno, as acusações se intensificaram e tiveram como palco os debates e o horário eleitoral. Leite cobrou Sartori principalmente pela “lentidão” em medidas para conter a crise fiscal no Estado e combater a violência. Já o governador atacou o tucano em questões ligadas à “falta de experiência e de coerência”. Em alguns momentos, ambos chegaram a associar o adversário ao PT.

Pela primeira vez em 28 anos, o PT ficou de fora da disputa do segundo turno no Rio Grande do Sul. Aliado a isso, houve o “fator Bolsonaro”. Com a boa votação do candidato do PSL no Estado (52,6%), Leite e Sartori declararam apoio ao presidenciável na tentativa de conseguir seu eleitorado, mas de maneiras distintas. Enquanto Leite dizia que seu apoio se dava “com ressalvas”, Sartori “colou” sua imagem em Bolsonaro e pregou o voto “sartonaro”.

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