Tucano critica 'retaliação' do PT no Piauí

Aécio criticou a presidente e voltou a defender a inclusão do termo "Segurança Pública" ao nome do Ministério da Justiça

Kelly Queiroz, especial para o Estado / Imperatriz (MA), Luciano Coelho, especial para o Estado, Teresina (PI), O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2014 | 02h02

O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, iniciou ontem sua campanha pelo Nordeste com caminhada em sequência pelas cidades de Imperatriz (MA) e Teresina (PI). Na capital piauiense, o tucano comemorou o apoio à sua candidatura do governador Zé Filho (PMDB), que tenta a reeleição e se diz alvo de retaliação do governo federal. Aécio criticou a presidente Dilma Rousseff.

"É inaceitável a retaliação que o Piauí vem sofrendo com o governo federal. O governo não é o dono do dinheiro e não pode fazer isso com os recursos públicos", afirmou Aécio, em referência a um empréstimo de R$ 300 milhões contratado no Banco do Brasil pelo governo piauense para obras de infraestrutura e mobilidade urbana no Estado.

Aécio voltou a defender a inclusão do termo "Segurança Pública" ao nome do Ministério da Justiça. "Vamos transformar o Ministério da Justiça, com proibição de contingenciamento de recursos da área, como vem acontecendo. E queremos fazer uma profunda reavaliação e atualização do Código Penal para impedir que a impunidade continue a conduzir as ações da criminalidade".

Segundo o candidato do PSDB, há mais de 550 mil policiais no País, entre civis, militares e federais, e pelo menos 15% deles estariam em atividade administrativa. "A União precisa subsidiar os Estados para contratar pessoal na área administrativa e colocar os policiais nas ruas", defendeu.

No município maranhense, o tucano inaugurou um comitê ao lado do candidato a governador Flávio Dino (PC do B) e do candidato a vice-governador e presidente do PSDB no Estado, Carlos Brandão, além do deputado Paulinho Pereira da Silva (SDD-SP).

"Inicio hoje a minha caminhada pelo Nordeste, mas é claro que já estive aqui em outros momentos. Mas, agora, é uma caminhada oficial e inicio pelo Maranhão. Flávio Dino e eu representamos a mudança do Estado do Maranhão e do Brasil. Ofereço ao Maranhão um pacto pelo desenvolvimento", disse.

Aécio apenas acenou para eleitores e, vendo a aproximação de um protesto de professores da rede municipal de ensino, entrou no carro que o levou direto para a inauguração do comitê de campanha. Sua saída do aeroporto foi marcada por tumulto criado pelos grevistas.

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