Infográficos/Estadão
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TSE dá treinamento e troca urnas para amenizar filas na biometria

Justiça Eleitoral diz ter identificado causas dos problemas registrados na votação do dia 5

Mariângela Gallucci, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2014 | 17h19


BRASÍLIA - A substituição de urnas com defeito e o reforço no treinamento de mesários são as estratégias adotadas pelo Tribunal Superior Eleitoral para afastar o risco de se repetirem hoje as filas vistas no 1.º turno nos locais com votação pelo sistema biométrico. A expectativa é de que não haja problemas como os relatados no dia 5, segundo o secretário de tecnologia da informação do TSE, Giuseppe Janino. 

No 1.º turno, seções eleitorais de cidades como Brasília e Niterói registraram longas filas e atrasos na votação, por causa de problemas no processo de reconhecimento das digitais de parte dos eleitores. 

As dificuldades chegaram a levar o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) a adotar uma medida drástica: ordenar a substituição das urnas biométricas pelas convencionais. No entanto, a ideia foi questionada pelo Ministério Público Eleitoral e o TSE declarou o ato nulo. 

Apesar dos transtornos relatados por eleitores, Giuseppe Janino considera que o índice de reconhecimento das digitais, de 91,5%, foi “satisfatório”. “Algumas seções tiveram filas e um número representativo de não reconhecimento. Fizemos uma investigação e identificamos as causas”, afirmou. 

Pontos fracos. A primeira delas, segundo ele, foi a existência de um porcentual de urnas com problemas na leitura digital. De acordo com Janino, cerca de mil máquinas tiveram de ser substituídas. O outro motivo foi a dificuldade de parte dos mesários em orientar de forma exata os eleitores na colocação do dedo no leitor digital. 

“O mesário deve orientar o eleitor sobre o momento em que ele deve colocar e o momento em que deve retirar o dedo”, disse o secretário. Para resolver o problema que, de acordo com Janino, ocorreu principalmente em municípios que estrearam a identificação biométrica, foi reforçado o treinamento dos mesários. 

O sistema prevê o reconhecimento das digitais dos dedos polegares ou dos indicadores. O eleitor pode tentar a leitura biométrica por oito vezes. Em caso negativo, cabe ao mesário liberar o uso da urna, após comprovar a identificação do eleitor por meio de um documento com foto.

Garantia. Nesta eleição, 21.677.955 eleitores de 764 municípios de todos os Estados e do Distrito Federal estão aptos a votar pelo sistema biométrico. Mesmo com os problemas registrados no 1.º turno, o presidente do TSE, ministro Dias Toffoli, elogiou o sistema e disse que a biometria “é a garantia de que o eleitor brasileiro só poderá votar uma única vez”. “A Justiça Eleitoral não voltará atrás de fazer esse trabalho de identificar o eleitor brasileiro biometricamente”, disse Toffoli, logo após o 1.º turno.

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