'Tropas não estão afugentando candidatos no Rio', diz Jobim

Para o ministro da Defesa, essa justificativa é 'puro jogo político'

Agência Brasil

25 de setembro de 2008 | 18h05

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afastou nesta quinta-feira, 25, a hipótese de que a presença das Forças Armadas esteja afugentando candidatos em algumas comunidades do Rio de Janeiro. Ele fez essa afirmação durante a solenidade comemorativa do Dia Marítimo Mundial, no Rio.   Veja também: Operação Guanabara ocupa mais duas comunidades no Rio Presidente do TRE-RJ visita favelas ocupadas por tropas Operação Guanabara: exército passa a ocupar Rocinha e Vidigal Tropas permanecerão em comunidades do RJ no 2º turno   Para ele, essa justificativa é "puro jogo político". "A decisão do candidato de não entrar na comunidade é uma decisão política para buscar rendimentos eleitorais", respondeu ele aos jornalistas, que estavam no evento. Ele disse que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio está satisfeito com o desempenho do Exército na ocupação de favelas da cidade e alguns municípios do interior na garantia da tranqüilidade no período eleitoral.   Desde o dia 11 de setembro, as Forças Armadas vêm realizando ocupações em algumas favelas do Rio, com o objetivo de combater crimes eleitorais por parte de milícias e traficantes de drogas. A operação, denominada Guanabara, destacou até agora cerca de dez mil homens, que já estiveram em 13 da 27 comunidades existentes na Cidade.

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