Troca de acusações marca eleição em Guarulhos

Três candidatos disputam vagas para o segundo turno das eleições

João Paulo Charleaux,

05 de outubro de 2008 | 17h59

Três candidatos disputam vagas para o segundo turno das eleições para a Prefeitura de Guarulhos, segundo maior colégio eleitoral de São Paulo, numa campanha marcada por ofensas e acusações.   O favorito, de acordo com as pesquisas, é Sebastião Almeida (PT), que aposta em vitória no primeiro turno. Ele votou ontem às 10 horas na Escola Estadual Coronel Ary Gomes, no bairro de Vila Buarque, onde chegou acompanhado do atual prefeito da cidade Elói Pietá (PT) e da deputada federal por São Paulo, Janete Pietá (PT).   O trio petista criticou as pesquisas, que indicam possibilidade de um segundo turno. "O Ibope está à serviço de um candidato aqui em Guarulhos", disse Pietá, referindo-se ao Partido Verde (PV), que encomendou pesquisa do instituto. "Eles (do Ibope) terão que se explicar depois das eleições", disse Almeida.   O candidato do PSDB, Carlos Roberto de Campos , também votou de manhã, no Colégio Farias Brito, no centro da cidade. Campos atacou o candidato do PT enquanto saudava os eleitores: "Almeida nunca realizou absolutamente nada pela nossa cidade." Jovino Cândido (PV), que votou pouco antes das 17 horas numa escola pública do bairro Paraventi, atacou ambos adversários, apesar da necessidade de formar alianças num eventual segundo turno. Ele disse que Pietá "tem problema mental, psiquiátrico. Ele está tremendo". Cândido disse também que Campos, do PSDB, "não tem vergonha na cara" e que ostenta "um currículo sem ética".   Guarulhos é a cidade com o maior número de indecisos entre todos os 34 municípios de São Paulo pesquisados pelo Ibope. Até a metade de setembro, 47% dos eleitores se diziam indecisos. O índice é o dobro da média encontrada pelo Ibope em São Paulo. Segundo a Polícia Militar, 6 pessoas que faziam boca-de-urna foram detidas e liberadas depois de prestarem depoimento em delegacias da cidade. A Justiça Eleitoral não registrou nenhum incidente anormal até o término do horário de votação.

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