Tributo não pago vai custar R$ 5 mi ao Senado

Imposto de Renda não recolhido do 14º e 15º salários recebidos entre 2007 e 2011 só será quitado por 46 senadores

ROSA COSTA / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

28 de novembro de 2012 | 02h03

O Senado vai gastar R$ 5 milhões para quitar a dívida de Imposto de Renda não recolhido sobre o 14º e 15º salários dos senadores nos últimos cinco anos. Pelos dados divulgados no final da noite de ontem, mais da metade dos 81 senadores decidiram quitar com dinheiro público as parcelas do imposto cobrada pela Receita Federal.

No valor de R$ 26,7 mil cada, os salários extras foram pagos aos senadores no período de 2007 a 2011. A Diretoria-Geral do Senado informou que vai transferir para o contribuinte a despesa extra de R$ 5.043.141,43 referentes ao imposto de renda de 119 senadores, incluindo titulares, suplentes e ex-senadores.

A Casa divulgou apenas a lista com o nome de atuais e ex-senadores que se comprometeram a quitar o débito com dinheiro próprio. Entre os 46 parlamentares que vão tirar do próprio bolso o valor que deve ser repassado para a Receita estão os atuais ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Aloizio Mercadante (Educação), Marta Suplicy (Cultura) e Edison Lobão (Minas e Energia), e outros políticos que não exercem mais o mandato, como Marina Silva (ex-ministra do Meio Ambiente) e o ex-vice-presidente da República Marco Maciel.

No dia 20, o plenário do Senado aprovou um projeto que livra os senadores da obrigação de pagar o imposto não recolhido sobre os salários extras. A proposta confirmou um ato da Mesa Diretora de setembro, mas também abriu margem para que a Advocacia-Geral do Senado recorra à Justiça para reaver os recursos bancados pela Casa.

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