Três são presos por retirar cavaletes de Pimenta da Veiga

Trio alega ter recebido ordens do PT para trocar material do tucano pelo de Fernando Pimentel. Partido nega

Marcelo Portela, O Estado de S. Paulo

26 de agosto de 2014 | 17h18

Três homens foram presos em flagrante nesta terça-feira, 26, retirando das ruas de Belo Horizonte cavaletes do candidato do PSDB ao governo de Minas, Pimenta da Veiga, para trocá-los por material do principal adversário do tucano, Fernando Pimentel (PT). O trio alegou à Polícia Militar que "cumpria ordens" do partido. Por meio de nota, a coordenação da campanha petista negou a acusação.

O flagrante aconteceu na Savassi, uma das áreas mais movimentadas da região centro-sul da capital mineira. A PM foi acionada por Camilo Fraga Reis, que trabalha para a campanha do PSDB. Ao passar pela Praça Diogo de Vasconcelos, coração da área repleta de estabelecimentos comerciais, ele viu os acusados retirando cavaletes de Pimenta da Veiga e chamou a polícia.

De acordo com a PM, os suspeitos, identificados como Deyvisson Colussi, de 33 anos, Brendo Miguel Souza, de 21, e Vinícius Gonçalves, de 18, tentaram fugir. Quando os militares chegaram ao local, encontraram os acusados em um caminhão amarelo onde foi encontrado material da campanha tucana que teria sido destruído pelo trio.

Os suspeitos foram levados para a 4.ª Companhia do 1.º Batalhão da PM para registro da ocorrência e em seguida foram encaminhados para a Polícia Federal (PF), responsável pela apuração de crimes relacionados às eleições. A legislação eleitoral proíbe a destruição ou retirada de material de campanha regular - como era o caso dos cavaletes -, com pena de prisão de até seis meses e o pagamento de multa.

Em nota, o coordenador da campanha do PT ao governo mineiro, Helvécio Magalhães, afirmou que a "destruição de material de adversários jamais seguiu orientação" da coligação encabeçada por Pimentel. "Fatos assim são iniciativas de caráter pessoal", afirmou.

O Estado tentou falar com a assessoria da PF no início da tarde desta terça, mas ninguém atendeu. Um agente informou que os suspeitos deveriam prestar depoimentos e serem liberados para responderem a processo em liberdade.

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