TRÊS PERGUNTAS PARADomingos Dutra, deputado federal (PT-MA)

1.Por que renunciou à presidência da Comissão?

O Estado de S.Paulo

08 de março de 2013 | 02h07

O presidente Henrique Alves foi autoritário ao ouvir apenas a versão do PSC e dos evangélicos. Ele marcou a reunião a portas fechadas e com os corredores com barreiras de policiais legislativos, impedindo a participação dos movimentos sociais. Foi um ato que lembrou a época da ditadura. Alves é refém da uma agenda que despreza as minorias. Começou mal; é um sinal ruim.

2.O que representa a eleição do pastor Marco Feliciano para presidir a comissão?

A comissão era uma ponte entre o Parlamento e a sociedade civil. Agora passou a ser uma ponte entre o Parlamento e o inferno via os pastores evangélicos que estão lá.

3.O fato de a maioria dos titulares da Comissão ser evangélica vai interferir nos trabalhos?

A comissão está com a credibilidade no chão. Passa a ter posição monocrática e fundamentalista. Houve uma aliança entre a bancada ruralista e de evangélicos para que os interesses do agronegócio tenham caminho livre na comissão. Projetos que tratam dos territórios dos quilombolas e de reserva indígenas são sistematicamente rejeitados pela Comissão de Direitos Humanos. O deputado Eduardo Cunha, evangélico, consolidou essa articulação.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.