Três partidos querem levar vice da Câmara a Conselho de Ética

BRASÍLIA - PSDB, DEM e PPS pretendem entrar com representação no Conselho de Ética da Câmara contra o vice-presidente da Câmara, André Vargas (PT-PR), por quebra de decoro parlamentar. A iniciativa se deve às novas denúncias sobre o envolvimento de Vargas com o doleiro Alberto Youssef, preso pela Operação Lava Jato da Polícia Federal.

João Domingos e Sandra Manfrini , O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2014 | 02h08

Mensagens interceptadas pela Polícia Federal mostram Vargas oferecendo ajuda a Yousseff. O teor das gravações, divulgado pela revista Veja no fim de semana, revela que os dois conversaram em 19 de setembro de 2013 sobre um contrato de R$ 150 milhões para fornecimento de remédios entre o Ministério da Saúde e a Labogen, empresa de fachada do doleiro. Yousseff disse a Vargas: "Cara, estou trabalhando, fica tranquilo. Acredite em mim. Você vai ver quanto isso vai valer... Tua independência financeira e nossa também".

O doleiro é acusado de operar um esquema de lavagem de dinheiro e de ter atuado com o ex-diretor da Petrobrás Paulo Roberto Costa, preso pela mesma operação da PF. Um dia depois, segundo a Veja, Yousseff pediu ajuda a Vargas. O vice-presidente da Câmara prometeu "atuar".

"Já que (Vargas) não tomou a iniciativa de se afastar do cargo, vamos ingressar com representação contra ele no Conselho de Ética", disse o presidente do PPS, deputado Roberto Freire (SP), em nota divulgada ontem. Procurado, Vargas não se pronunciou sobre a iniciativa.

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