'Tranquilíssimo', ministro diz que, se preciso, vai ao Congresso

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, evitou ontem entrar em detalhes sobre as denúncias de irregularidades divulgadas pela imprensa, nos últimos dias, contra sua empresa de consultoria, a P-21. Em Buenos Aires, ele afirmou apenas que está "tranquilíssimo" com relação ao assunto. "Já falei tudo o que tinha de falar, todas as explicações que tinham de ser dadas foram dadas. Tenho certeza que este episódio será superado", afirmou.

BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2011 | 03h05

Pimentel disse "que não há necessidade" de ir ao Congresso Nacional para prestar depoimento sobre as denúncias. Mas ressalvou: "Evidentemente, se o Congresso convocar eu tenho de ir porque a obrigação dos ministros é atender às convocações do Congresso".

Agenda. Apesar de o bombardeio continuar, o ministro segue cumprindo seus compromissos. Ontem, ele esteve em Buenos Aires, acompanhado pelo secretário executivo do ministério, Alessandro Teixeira, e pelo assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, onde participou de reunião com funcionários argentinos para "abrir uma negociação de curso mais longo para chegar a construir um mecanismo efetivo de integração produtiva entre a economia brasileira e a economia argentina", conforme explicou Pimentel.

Segundo o ministro, foi o primeiro encontro de ambas as equipes após a decisão das presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner, tomada na semana passada, em Caracas, na Venezuela, de criar um mecanismo de integração das indústrias dos dois países.

Pimentel afirmou que as disputas comerciais na relação bilateral também serão discutidas no encontro. Na última reunião de Pimentel com Giorgi, em Buenos Aires, em fevereiro, ele recebeu a promessa da Argentina de não demorar mais de 60 dias para liberar a entrada de produtos brasileiros no mercado argentino. A promessa não foi cumprida e em muitos segmentos, como máquinas agrícolas, a importação não é autorizada. / ARIEL PALACIOS e MARINA GUIMARÃES

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