Trabalhos só devem ter início depois do recesso

Não há previsão de reuniões sobre a reforma política neste semana; deputados só voltam ao Congresso em agosto

O Estado de S.Paulo

15 de julho de 2013 | 02h06

Depois de suspender a reunião que iniciaria os trabalhos na semana passada, o presidente da Câmara dos Deputado, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), ainda não marcou nova data para que seja dada a largada da discussão sobre a reforma política.

Como a Câmara deve entrar em recesso na quinta-feira, dia 18, as audiências públicas e os debates deverão ocorrer a partir do mês de agosto. O grupo terá 90 dias para chegar a uma proposta para ser levada ao plenário.

A formação heterogênea no grupo, criado após os deputados rejeitarem um plebiscito sobre reforma política, faz com que muitos dos próprios integrantes questionem a possibilidade de sucesso. Na visão deles, o fato de o tema estar em debate há 20 anos faz com que as opiniões estejam cristalizadas e os nomes indicados pelos partidos demonstram que cada um vai à discussão procurando defender um ponto de vista previamente concebido.

Devido a esta composição, a expectativa é que os pontos centrais, sistema de votação e financiamento de campanha, sejam deixados de lado e o grupo se concentre em tentar conseguir maioria para oferecer ao plenário "alguma reforma", ainda que ela não altere de forma profunda o sistema. Entre as propostas mais mencionadas estão o fim das coligações proporcionais, o fim da reeleição para cargos do executivo e a coincidência de eleições.

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