Tolentino tenta se livrar de crime de lavagem

O advogado apresentou recurso no Supremo contra acusação de lavar dinheiro e abastecer esquema do mensalão

RICARDO BRITO / RASÍLIA, O Estado de S.Paulo

13 Junho 2012 | 03h09

O advogado Rogério Tolentino apresentou uma "prova" nova ao processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF). Tolentino, que prestou assessoria jurídica às empresas de publicidade de Marcos Valério Fernandes de Souza, aproveita-se de decisão do próprio governo para tentar se livrar da acusação de lavagem de dinheiro por pegar um empréstimo bancário milionário - que, segundo a Procuradoria-Geral da República, abasteceu o esquema de compra de apoio no governo Lula.

No dia 1.º de junho, a defesa de Tolentino enviou ao Supremo uma decisão do Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional - órgão do Banco Central - de dezembro passado que havia abrandado a pena aplicada a dirigentes do Banco BMG por ter concedido empréstimos a uma empresa dele, ao PT e às agências de Valério. O conselho reviu a pena de afastamento de quatro dirigentes da instituição para aplicar-lhes multa.

A Procuradoria-Geral da República sustenta que os empréstimos tomados pelo grupo ligado a Valério e ao PT foram fictícios e que só foram cobrados pelo BMG e pelo Rural, outro banco envolvido, após a eclosão do escândalo, há sete anos. O ministro Joaquim Barbosa, relator do mensalão, juntou o documento ao processo no dia 5, véspera da decisão do tribunal que agendou o julgamento dos 38 réus a partir de 1.° de agosto.

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