TJ-Rio acata pedido de recuperação da Delta

Juíza determinou ainda a suspensão de todas as ações ou execuções contras as empresas do grupo

MARCELO GOMES / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de junho de 2012 | 03h07

A juíza Maria da Penha Nobre Mauro, da 5.ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio, aceitou ontem o pedido de recuperação judicial das empresas do Grupo Delta - Delta Construções S.A., DTP Participações e Investimentos S.A., Locarbens Locadora de Bens, Veículos e Equipamentos de Construção Ltda., Delta Engenharia e Montagem Industrial Ltda. e Delta Incorporações e Empreendimentos Imobiliários Ltda. Em sua decisão, a magistrada nomeou como administradora judicial a empresa Deloitte Touche Tohmatsu, que será representada no processo por Luis Vasco Elias.

O grupo terá 15 dias para juntar ao processo as certidões negativas criminais dos seus administradores e sócios controladores, sob pena de revogação da decisão. Terá ainda de apresentar, no prazo de 60 dias, o plano de recuperação, sob pena de decretação de falência. A juíza determinou a suspensão de todas as ações ou execuções contra o grupo.

A juíza lembrou que o princípio que impera na lei de recuperação judicial "é o da preservação da empresa, como unidade produtiva geradora de empregos e contribuinte fiscal do Estado, cuja sobrevivência interessa à sociedade como um todo".

"Se nessa história toda que se divulga maciçamente pela imprensa há culpados, sócios, diretores ou colaboradores das empresas, que sejam eles punidos exemplarmente, mas não parece lógico que se sacrifique todo um grupo empresarial, que executa obras de grande porte e relevância para o País, cuja existência é bem mais longínqua do que as denúncias que hoje repercutem."

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