Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Tivemos um pleito no segundo turno de tranquilidade memorável', diz Jungmann

Para ministro da Segurança Pública, 'tempestade de fake news' vista no primeiro turno não se repetiu neste domingo

Fabio Serapião, O Estado de S.Paulo

28 de outubro de 2018 | 18h43

BRASÍLIA - O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, afirmou que a "tempestade de fake news" vista no primeiro turno das eleições 2018 não se repetiu neste domingo, 28, e classificou o clima do segundo turno como de "tranquilidade memorável". A fala do ministro ocorreu durante divulgação do balanço de ocorrências realizado no Centro Integrado de Comando e Controle (CICCN) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em Brasília.

Segundo Jungmann, uma comparação entre os dados do primeiro e do segundo turno contabilizados pela Polícia Federal revela queda no número de ocorrências. Caíram de cerca de 500 ocorrências, entre inquéritos instaurados e termos circunstanciados assinados, para 9 inquéritos e 39 termos circunstanciados no segundo turno, até as 17 horas do horário de Brasília deste domingo.

Jungmann ainda citou os dados do CICCN, que organiza todas as ocorrências relacionadas à segurança pública durante o pleito. No primeiro turno, segundo o CICCN, foram 3.251 ocorrências registradas enquanto no segundo turno foram 1.002 até as 17h.

Sobre as fake news, Jungmann afirmou que o fato de a PF ter investigado e encontrado os responsáveis pela divulgação de vídeos e mensagens que colocavam em xeque o sistema de urnas eletrônicas fez com que o número de casos caísse drasticamente. "Aquela tempestade, aquele grande movimento de fake news trazendo fraude, que na verdade é inexistente, do sistema eletrônico praticamente deixou de existir. Nossa mensagem de que não há anonimato nas redes sociais chegou àqueles que de má-fé estavam procurando criar embaraços e desfazer a credibilidade do sistema e da urna eleitoral", afirmou o ministro.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, também afirmou que o segundo turno transcorre de forma bem mais tranquila que o primeiro. "A quantidade de registro de incidentes durante a votação corresponde a 10% se comparada ao primeiro turno. O que significa que todos puderam exercer seu direito de voto da forma mais tranquila", disse ela.

O diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, por sua vez, citou o trabalho realizado no primeiro turno em que a PF investigou e encontrou todos que quebraram o sigilo do voto ou publicaram ataques contra o sistema eletrônico de votação. "O trabalho realizado no primeiro turno de conscientização do cidadão foi essencial para mostrar que voto é inviolável e que o Estado é capaz de chegar em todos que cometem crime eleitoral", disse.

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