Tirar ministro não é algo fácil

Desde que começaram as denúncias contra o Ministério do Trabalho, o ministro Carlos Lupi tem dado várias declarações polêmicas. A primeira delas é que ele só deixa a pasta se for "abatido à bala".

O Estado de S.Paulo

15 de novembro de 2011 | 03h01

O que a princípio parece certa fanfarronice, tem lá a sua razão. Tirá-lo do posto será mais difícil para a presidente Dilma Rousseff do que foi, por exemplo, trocar cinco ministros que se envolveram em suspeitas de irregularidades.

Discípulo de Leonel Brizola, fundador do PDT, Lupi hoje é quase o dono do partido. Licenciou-se de sua presidência somente para obedecer a uma formalidade legal, mas continua sendo quem manda de fato.

De acordo com informações de bastidores do Planalto, Dilma sabe da força de Lupi. Hoje, se ele deixar o ministério e resolver fazer oposição, o governo Dilma perderia 26 votos na Câmara. No Senado, Lupi tem força sobre quatro dos cinco senadores. Sem que haja uma denúncia demolidora, Dilma não pode simplesmente trocar Carlos Lupi por outro integrante do PDT.

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