The Economist diz que situação brasileira 'não está tão ruim'

Fernando Nakagawa

Com título de 'Melhor que a Ucrânia', publicação ressalta que empresas do País tem evitado demissões e que situação poderia estar pior, O Estado de S. Paulo

04 de setembro de 2014 | 17h11

 A revista britânica The Economist publica reportagem na edição impressa que chega às bancas neste fim de semana sobre a volta do Brasil à recessão. No texto, a publicação dá destaque à avaliação do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de que o Brasil não está em recessão e diz que a situação da economia brasileira "não está tão ruim - por enquanto".

Com o título "Melhor que a Ucrânia", a reportagem diz que "o governo brasileiro ignora a queda do Brasil para a recessão". O texto começa com a frase dita pelo ministro Mantega em 29 de agosto de que o País não está em recessão. A Economist lembra que horas antes foi divulgada a segunda contração trimestral seguida da economia brasileira, o que configura a recessão técnica. "A economia brasileira diminuiu de tamanho em três dos últimos quatro trimestres", ressalta. "Nem mesmo Mantega pode negar que o Brasil está passando por uma fase difícil".

Entre 44 países, diz a revista, o Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre do Brasil ficou à frente apenas do Japão e da Ucrânia. Ao contrário do discurso da equipe econômica que culpa a crise internacional pela situação doméstica, a revista diz que se não fossem as exportações que cresceram 2,8% "a contração teria sido mais grave". 

Apesar desse quadro negativo, a Economist diz que empresas têm evitado demitir funcionários porque o processo é "caro e difícil de reverter diante da escassez de trabalhadores qualificados". "Um apertado mercado de trabalho resultante do envelhecimento da população e de jovens que ficam mais tempo na escola tem ajudado a manter a renda teimosamente acima da inflação", diz o texto.

Nesse cenário, diz a revista, mesmo com a recessão técnica "o desemprego permanece perto do piso histórico de 4,9% apoiando a afirmação de Mantega de que as coisas não estão tão ruins - por enquanto".

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