The Economist chama ato de apoio a Aécio de Revolução de Cashmere

The Economist chama ato de apoio a Aécio de Revolução de Cashmere

Revista britânica acompanhou passeata em favor do tucano na capital paulista e disse que 'barões dos negócios' e 'financistas' participavam do evento que, segundo a revista, só faltou ter champagne

Fernando Nakagawa, O Estado de S. Paulo

23 de outubro de 2014 | 16h35

 Londres - A revista britânica The Economist acompanhou a mobilização de eleitores de Aécio Neves (PSDB) na noite de quarta na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. Mesmo após ter anunciado apoio ao candidato tucano nas eleições presidenciais brasileiras, a publicação não perdeu a fleuma e classificou o movimento como a "Revolução da Cashmere" - em referência à lã macia usada em roupas que não costumam ser baratas. 

O texto publicado no blog sobre as Américas da The Economist diz que "barões dos negócios e financistas não são conhecidos por tomar as ruas". "No entanto, em 22 de outubro milhares deles acabaram no centro de São Paulo em apoio a Aécio Neves", diz o texto que explica aos leitores que a Faria Lima é "uma via convenientemente localizada perto de muitos de seus escritórios". 


Ao descrever a passeata que atraiu cerca de 10 mil pessoas pelos cálculos da Polícia Militar, a Economist diz que "foi um espetáculo talvez sem precedentes na história das eleições e não apenas do Brasil". "Vestidos com camisas com iniciais bordadas e bem passadas empunhavam bandeiras de Aécio. Socialites bem vestidas protegidas com pashminas para se proteger do frio fora de época entoavam frases anti-PT", diz o texto. 

"Todos tiravam selfies com iPhones caros (a maioria das manifestações brasileiras são assuntos para Samsungs mais baratos)", diz a Economist. "A única coisa que faltou nessa 'Revolução da Cashmere' foram as taças de champagne - e o próprio senhor Aécio Neves que estava em campanha em Minas Gerais", conclui.

O texto lembra que a campanha de Dilma Rousseff (PT) explorou muito a ideia de que Aécio Neves é um representante da elite e também cita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparou o tucano aos nazistas. "Os revolucionários de cashmere parecem não se incomodar. Eles estão fartos de intervencionismo de Dilma e muitos avaliam as políticas macroeconômicas como irresponsáveis e responsáveis por levar o Brasil para o baixo crescimento e a alta inflação. A maioria está desesperada para ver Dilma pelas costas", diz o texto.

Tudo o que sabemos sobre:
EleiçõesEconomistAecio Neves

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.