Testemunha diz que juiz pagou R$ 1,64 mi em espécie

Os investigadores estão impressionados com um detalhe: o juiz Élcio Fiori pagava quase tudo em dinheiro vivo, que transportava em grandes mochilas, segundo relato de testemunhas. Wagner do Amaral, que vendeu um apartamento para Fiori, no valor de R$ 2,4 milhões, afirma que desse montante R$ 1,64 milhão foi "pago em espécie". A estratégia de Fiori consistia em evitar a rede bancária para não ser flagrado pelo radar do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). "Fiori fazia os pagamentos dos imóveis, adquiridos em dinheiro em espécie, porque os valores não poderiam circular em seu nome no sistema financeiro. O juiz do TIT sabe do cuidadoso monitoramento da Inteligência Financeira e tentou evitar o rastreamento da origem criminosa de valores."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.