Terreno está preparado para uma candidatura

Na entrevista de ontem, Marina Silva deu sinais de que se inclina a disputar uma candidatura presidencial, mesmo que seja por outro partido. Falou, por exemplo, de quebrar a polarização das eleições entre PT e PSDB e de tentar fazer um debate mais programático para recuperar o encanto das pessoas pela política.

ANÁLISE: Ricardo Ismael, CIENTISTA POLÍTICO, PROFESSOR DA PUC-RJ, ANÁLISE: Ricardo Ismael, CIENTISTA POLÍTICO, PROFESSOR DA PUC-RJ, O Estado de S.Paulo

05 de outubro de 2013 | 02h04

Ontem, ela demonstrou também estar muito segura do que estava fazendo. Ao deixar a decisão para o último dia, Marina não poderá ser acusada de que não fez tudo o que podia para fundar a Rede Sustentabilidade. Também não vai poder ser acusada de fazer o mesmo que os políticos tradicionais fazem, já que está conversando com as bases antes de tomar qualquer decisão.

Quando a ex-ministra diz que ainda não se decidiu, é porque pretende colocar algumas condições para ser candidata e as siglas que a aguardam vão ter de aceitá-las. É claro que pode haver alguma surpresa e ela anunciar que não vai disputar a eleição, mas o terreno está sendo preparado para uma candidatura. Vamos aguardar o desfecho.

Além disso, é preciso destacar que, da maneira como Marina tem conduzido o processo, tem conseguido concentrar toda a atenção da mídia em cima dela. A imprensa ficou, na quinta-feira, a noite toda cobrindo a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e depois a reunião com os seus correligionários, até de madrugada. Ontem, esperou o dia todo pela entrevista coletiva e hoje vai aguardar novamente pela decisão final. Há três dias ela capitaliza a exposição na mídia e, ao que parece, vai ser capa dos principais jornais amanhã.

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