'Temos crédito com o PSDB. Vamos quitá-lo'

O vice-governador Guilherme Afif Domingos anunciou ontem que será candidato pelo PSD à Prefeitura de São Paulo - o seu partido também negocia uma aliança com o PT. Ele disse esperar que o PSDB o apoie. "Temos crédito bastante alto nesta relação. Está na hora de quitá-lo. Para gerar mais créditos".

Entrevista com

O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2012 | 03h02

Por que o sr. aceitou ser candidato?

Para que a gente possa avançar no projeto da aliança PSDB-PSD. Eu luto por essa aliança.

Falou com o governador sobre essa decisão?

Comentamos, sim. Ele sabe que eu luto pela aliança, e vamos ter que ver esse processo o mais rápido possível. As forças que elegeram o Geraldo e o (Cláudio) Lembo, que elegeram o Serra e o Kassab e me elegeram na vice-governança são um projeto de sucesso que a gente quer manter. Minha entrada é para manter esse projeto.

Sem esperar as prévias?

As prévias do PSDB podem consolidar uma posição que não é a que almejamos. A decisão de antecipar é para mostrar o caminho. Se não se resolve nessa direção, se resolve noutra (com o PT), que no meu entender não seria a natural.

Não é pressão no governador?

Não. O jogo político é dinâmico. Tem que trabalhar com os prazos da dinâmica da política.

Por que ser vice do PT e não ser vice do PSDB?

Porque temos uma relação longa com o PSDB e temos um crédito bastante alto nesta relação. E está na hora de quitá-lo. Para gerar mais créditos.

O sr. se sentiria bem num palaque com o PT?

Sou vice numa aliança com o PSDB. Me sentiria bem com a manutenção dessa aliança./J.D.

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