Temer se move, mas plano de Lula é PMDB com Haddad

Bastidores: Julia Duailibi

O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2012 | 03h04

Apesar da movimentação do vice-presidente Michel Temer em favor da candidatura do deputado Gabriel Chalita (PMDB) na corrida pela Prefeitura de São Paulo e da ação do prefeito Gilberto Kassab em prol de uma aliança com o PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda tem no radar uma coligação entre petistas e peemedebistas na capital em torno do ministro Fernando Haddad (Educação).

Lula conversou com Temer no final do ano passado sobre a candidatura Chalita e não pediu ao vice de Dilma Rousseff que impedisse a entrada na disputa do deputado. Disse a interlocutores, inclusive, achar legítima a ação de Temer para fortalecer o PMDB no Estado, na esteira da morte do ex-governador Orestes Quércia, que comandava a sigla.

Mas o petista deixou claro que, em política, tudo precisa decantar, sobretudo candidaturas. A estratégia de Lula é dar tempo ao tempo e avaliar se Chalita de fato vai emplacar. Para ele, uma coisa é o PMDB articular a précandidatura. Outra é lançá-la. O partido, principal aliado do PT e dono do 2.º maior tempo de TV no horário eleitoral gratuito, pode ser sensível aos apelos do Planalto, sobretudo se houver garantia de Temer na vice em 2014.

Petistas lembram que Lula demorou também para agir no caso da prévia para definir o candidato em São Paulo. Quando se dizia que a disputa interna era fato consumado, ele tratorou o PT e emplacou Haddad. Nada garante que não repetirá a história com os aliados.

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