Temer nega que Dilma vá substituí-lo em 2014

Peemedebista se reúne com presidente após Paes 'lançar' Cabral como candidato a vice

LISANDRA PARAGUASSU E ANTONIO PITA, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2012 | 03h09

Fortaleza. O candidato do PSB, Roberto Cláudio, angariou ontem mais um apoio no 2º turno, o do PPL. Agora, 18 partidos apoiam Cláudio

O vice-presidente Michel Temer diz ter ouvido da própria presidente Dilma Rousseff que não há planos para trocá-lo por qualquer outro nome em uma eventual candidatura à reeleição em 2014. Depois de ver o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, falar por duas vezes no início dessa semana que o governador do Estado, Sérgio Cabral, deveria ser o vice no seu lugar, Temer foi chamado ontem para uma audiência com a presidente e garante ter escutado que sua intenção é manter tudo como está.

"Ela reafirma toda hora: 'Estamos juntos, vamos fazer campanha juntos'", disse o vice-presidente logo depois da audiência,em uma rápida conversa com jornalistas em um corredor do Palácio do Palácio do Planalto.

Perguntado se a audiência com a presidente seria uma forma de desagravo pelas declarações de Paes, Temer disse primeiro não acreditar nisso, mas reformulou. "Não sei. Pode ter ocorrido a ela chamar exatamente no dia em função disso, até porque essa questão do Rio de Janeiro está solucionada. Não tem nenhum problema", afirmou.

Temer afirmou que a audiência serviu para os dois fazerem uma análise da campanha neste segundo turno e das atividades que virão e tratar também do próprio governo. "Fizemos uma análise geral apenas e a ideia de fazermos um bom governo, continuar fazendo um bom governo. Então foi muito a ideia de 'Olha, Temer, vamos participar cada vez mais, vamos ter um bom governo nesses dois anos'. Que é isso que, na verdade, repercute bem na opinião pública." Segundo o vice-presidente, as conversas entre os dois serão mais regulares daqui para a frente.

O vice-presidente também confirmou a ida de Dilma ao comício de Haddad no próximo sábado, afirmando que estará junto, assim como o candidato derrotado do PMDB à prefeitura de São Paulo, Gabriel Chalita. Mas garante que uma possível vinda de Chalita para o ministério de Dilma não foi assunto no encontro. O xadrez de realocação de ministros ainda não está fechado.

Mais negativas. Ainda sobre a polêmica a respeito do candidato a vice de Dilma na eleição presidencial de 2014, o próprio Cabral negou ontem que tenha intenção de concorrer ao cargo.

Para amenizar a situação, Cabral elogiou a conduta de Temer no cargo, considerada "de elegância e parceria, participação e discrição". Segundo o governador, Temer é um "grande jurista", e um "exemplo" de condução do cargo. "Ele é um homem com enorme experiência política. Ele foi presidente da Câmara por seis mandatos é um elo importante com o parlamento brasileiro e tem cumprido com muita eficiência e competência essa combinação", afirmou Cabral.

"Foi um gesto de gentileza do prefeito Eduardo Paes e do vice governador Pezão, mas não tenho menor interesse de disputar esse cargo, está muito bem entregue a Michel Temer, é um grande brasileiro e tem feito um trabalho extraordinário", afirmou o governador, citando seu vice, que também afirmou que ele seria um bom nome para Dilma em 2014.

Com a saída antecipada de Cabral, o atual vice-governador Pezão ganharia visibilidade para se candidatar à sucessão no Estado, que também será em 2014.

Até o fim. Em visita à Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Vidigal nesta manhã, o governador negou que pretenda deixar o cargo antes do final do mandato. "Com todo respeito ao cargo de ministro, governador do Rio é de uma importância fundamental. Tenho que respeitar os mais de 5 milhões de votos do primeiro turno que me elegeram em 2010".

Tudo o que sabemos sobre:
eleições 2012HaddadSerra

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.