Temer intervém e Chalita muda programa de TV

Agenda. A candidata Soninha Francine (PPS) se reuniu ontem com lideranças comunitárias e religiosas

FELIPE FRAZÃO, O Estado de S.Paulo

06 de setembro de 2012 | 03h03

A estagnação nas pesquisas de intenção de voto e uma "insatisfação geral" entres os peemedebistas, como relatou uma liderança do partido, fizeram a coordenação de marketing do candidato do PMDB a prefeito de São Paulo, Gabriel Chalita, excluir menções e imagens da presidente Dilma Rousseff e do governador tucano Geraldo Alckmin na TV. Nenhum dos dois foi citado no programa eleitoral de ontem do peemedebista, que pregava ser amigo de ambos. A mudança teve o aval do vice-presidente Michel Temer, fiador da candidatura.

"Existe um pedido geral para que ele mude essa postura de ser amigo da Dilma e do Alckmin. O povo quer mudança", disse um líder do PMDB. "Essa questão chegou ao Michel, que também entende que agora é o momento de outro posicionamento."

O assunto foi debatido no conselho político da campanha. Até então, Chalita havia adotado o discurso de ser o único capaz de unir as forças federal e estadual em prol da capital, por ter sido secretário de Alckmin e trabalhado na campanha de Dilma.

O raciocínio conduzia toda a propaganda de Chalita. O programa de TV apresentava a biografia do deputado, mostrava as relações dele com Dilma e Alckmin e abordava a capacidade de unir esforços pela cidade - em detrimento da "picuinha" entre PT e PSDB.

Ontem, Chalita partiu direto para as propostas. Mas ainda disse contar com ajuda de recursos da União e do Estado.

A estratégia ainda não fez o candidato ganhar intenção de voto significativa. Nas pesquisas mais recentes, ele se mantém com 5% (Ibope) e 7% (Datafolha), em quarto lugar. Nas encomendadas pelo PMDB, chega a 12%. "Gostaria de estar melhor, é evidente. Mas não me assusto com pesquisa. A campanha vai ser decidida na reta final", disse Chalita.

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