Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Temer diz que vai continuar a postar vídeos para rebater ataques

Presidente, que já divulgou três vídeos em sua página no Twitter, disse a aliados que não vai mais admitir 'apanhar' calado

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2018 | 21h28

BRASÍLIA - O presidente Michel Temer disse a portas fechadas que continuará postando vídeos em defesa de seu governo porque não vai mais admitir "apanhar" calado. O núcleo político do Palácio do Planalto havia aconselhado Temer a responder apenas às estocadas do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, mas agora ele resolveu pôr em prática o que chama de "freio de arrumação" na campanha.

A decisão de entrar em campo foi tomada na terça-feira, em reunião no Planalto com alguns auxiliares. "Michel reclamou muito das acusações injustas e disse que ninguém defende o governo", afirmou o deputado Beto Mansur (MDB-SP), que participou da reunião. "O que está adiantando o Geraldo falar inverdades? O que sobrou para ele é o enorme tempo de propaganda eleitoral na TV e no rádio, mas nem assim conseguiu se viabilizar até agora."

Temer já divulgou três vídeos em sua página no Twitter. Em dois deles, reagiu às críticas que Alckmin fez ao governo. Na tentativa de se desvincular da impopularidade do presidente, a campanha tucana disse que a atual gestão deixa como legado um "fracasso" em várias áreas, principalmente em saúde e educação.

O ataque foi incentivado pelo Centrão - bloco de partidos que apoia Alckmin, mas controla ministérios na equipe de Temer. Na contraofensiva, o presidente afirmou que, se eleito, Alckmin terá a mesma base de sustentação e lembrou o aval do PSDB ao governo. Temer também rebateu estocadas do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o atual vice que deve ser ungido candidato do PT à Presidência com o impedimento de Lula.

Na prática, porém, nem mesmo o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, postulante do MDB, tem defendido o governo na campanha. Na avaliação do presidente, o único que assume essa posição é o titular da Secretaria de Governo, Carlos Marun, conhecido como "pit bull" do Planalto.

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