Temer diz que há 'alinhamento natural' do PMDB com PT

A tendência é que partidos mantenham aliança feita há dois anos para a campanha de Dilma Rousseff em 2014

Daiene Cardoso, da Agência Estado

12 de julho de 2012 | 17h25

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse nesta quinta-feira, 12, que existe um alinhamento natural entre o PT e o PMDB e que, provavelmente, os dois partidos devem caminhar juntos na campanha de reeleição da presidente Dilma Rousseff, em 2014. "É muito provável, essas coisas vocês sabem como é, às vezes se modificam de um dia para o outro, mas a tendência natural é exatamente esta: manter a aliança que nós fizemos há dois anos atrás", afirmou o vice-presidente que participa, na tarde desta quinta, de um encontro com candidatos do PMDB a prefeito e vice-prefeito no Estado de São Paulo.

Para o peemedebista, seu partido tem dado um apoio significativo ao governo federal e hoje trabalha em conjunto com o PT e com os outros partidos da base aliada. "O PMDB vem dando um apoio muito grande ao governo, está irmanado com o PT e com os partidos aliados na defesa do governo", avaliou.

Temer negou que o governador Eduardo Campos, presidente nacional do PSB, seja uma ameaça para o seu posto em 2014. "Eduardo Campos é uma grande figura, um grande governador, é nosso colaborador e é uma figura muito importante no cenário nacional. Tenho certeza que ele estará em 2014 com os partidos que já se aliaram em 2010", previu.

Demóstenes. Para o vice-presidente da República a cassação do senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido - GO) era inevitável. "Acho que era inevitável, não quero comentar o mérito da cassação, mas por tudo o que aconteceu, na verdade, essa era uma questão pré-solucionada", disse Temer, em encontro com candidatos a prefeito e a vice-prefeito do PMDB, num hotel da Capital.

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