FÁTIMA MEIRA/FUTURA PRESS
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Temer afirma que depois das eleições 2018, todos devem unir-se em torno do bem comum

No limite do prazo eleitoral, Temer fez o pronunciamento durante anúncio de mais R$ 4 bilhões de microcrédito para o Plano Progredir

Julia Lindner e Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

05 Julho 2018 | 19h35

BRASÍLIA - Em discurso no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer defendeu nesta quinta-feira, 5, que haja uma união "em torno do bem comum" após as eleições 2018. "Na vida do Estado, existem dois momentos distintos, um político-eleitoral, em que as pessoas se comprometem, discutem planos, às vezes até exageram na disputa por qual é melhor, infelizmente. Outro momento, depois das eleições, é político-administrativo, em que todos devem unir-se em torno do bem comum", defendeu o presidente.

Temer destacou que hoje uma autoridade pode fazer parte da situação, mas depois pode virar oposição, e que é preciso seguir o conceito de que "quem perdeu eleição vai fiscalizar, muitas vezes combater equívocos do governo, mas não destruí-lo".

No limite do prazo eleitoral, Temer fez o pronunciamento durante anúncio de mais R$ 4 bilhões de microcrédito para o Plano Progredir, destinado aos beneficiários do Bolsa Família e inscritos no Cadastro Único do Governo Federal. Ele avaliou que, quando assumiu o governo, há cerca de dois anos, "apanhou problemas", mas também aperfeiçoou e melhorou programas sociais.

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"Inclusão social não se dá por meio de um mero programa assistencialista, mas pela forma de fazer com que a pessoa progrida. Aí, depois do Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida, criamos o Progredir." Segundo ele, a expectativa é de que, daqui a dez anos, o Plano Progredir dê certo e torne o Bolsa Família desnecessário.

Para Temer, o programa Progredir demonstra que o governo "estimula empreendedorismo" e não possui apenas programas pautados pelo assistencialismo. "Combate à pobreza não é pautado por assistencialismo, mas pela ideia da ascensão social que se faz por esse sistema que estamos adotando", reforçou.

Temer lembrou, assim como o ministro do Desenvolvimento Social, Alberto Beltrame, que quando assumiu a presidência diziam que ele iria "destruir a educação, a saúde e programas como Bolsa Família, Fies e Minha Casa, Minha Vida". "Diferentemente, nós fizemos exatamente o oposto, convenhamos", rebateu Temer.

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Beltrame disse que políticas e programas sociais foram fortalecidos no governo Temer. "O Bolsa família, além de não ter acabado, está mais forte hoje, está mais transparente e tem melhor governança. Recebemos o Bolsa Família inchado e cheio de irregularidades, mas fizemos um ente fino, retiramos pessoas que recebiam indevidamente e abrimos espaço para quem necessita. Estamos no décimo mês consecutivo com fila zero", declarou o ministro.

Em tom de despedida, Beltrame fez agradecimentos e elogiou o presidente Temer por sua gestão. "O seu governo, presidente, mudou a forma de ver e trabalhar Bolsa Família. Estamos trabalhando do Bolsa Família sem proprietários, sem pessoas reféns de um troca-troca e uma ameaça permanente. Seu governo nunca mercantilizou com Bolsa Família", afirmou.

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O presidente Temer aproveita os últimos dias permitidos pela lei eleitoral para tentar mostrar que o governo não está paralisado. Há o entendimento de que, a partir do dia 7 de julho, agentes públicos cujos cargos estejam em disputa na eleição não podem autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras serviços e campanhas dos órgãos públicos. Até o final do dia, será anunciado o Rota 2030, novo regime com benefícios para o setor automobilístico.

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