Tem pessoas que gostam de aparecer como vítima, diz Dilma

Tem pessoas que gostam de aparecer como vítima, diz Dilma

Em conversa com blogueiros, a presidente comparou cenário atual com disputa de 2010 e criticou ex-ministra

Daiene Cardoso e Ricardo Della Coletta, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 18h36


Brasília - A candidata do PT à reeleição, Dilma Rousseff, disse na tarde desta sexta-feira, 26, que a sucessão presidencial deste ano está mais “programática” do que em 2010 e afirmou que, apesar dos adversários reclamarem dos ataques, as críticas de sua campanha estão na esfera das propostas de governo. 

Sem citar sua rival do PSB, a candidata Marina Silva, a petista disse que não gosta de vitimização. “Tem pessoas que gostam de aparecer como vítima. Eu não gosto”, afirmou Dilma, destacando que não pode se colocar nesta condição porque “assume suas responsabilidades”.

Ao falar de pré-sal e Petrobrás, Dilma disse que a estatal é um grande negócio e que “há gente mal intencionada” tratando do assunto. Segundo ela, há interesses externos para que a empresa perca seu poder e possa ser repassada para “interesses privados”. “O valor de uma empresa está na quantidade de reserva de petróleo”, lembrou. 

Dilma reclamou que seu discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas foi “inteiramente distorcido”. A petista ressaltou que não há autorização da ONU para o uso da força contra ações do Estado Islâmico no Oriente Médio e que a resolução aprovada tinha como foco o recrutamento de árabes e não-árabes para o grupo terrorista. Dilma disse que os mecanismos de invasão não resolvem o problema e que só alguém “míope” pode acreditar que o uso da força resolverá os conflitos na região. “Tem de ser muito ingênuo em relação ao mundo ou desconhecedor da história”, declarou.

Pronatec. Questionada sobre a área de segurança, ela defendeu a integração das polícias e disse que a Presidência da República não tem poder para tratar da questão da desmilitarização. Dilma disse que a política de encarceramento no Brasil é “cega”. “Ela não sabe para onde vai”, emendou.

A petista também defendeu uma política nacional para presídios e reclamou que “ninguém quer ter um presídio em seu território”. Ela propôs que a próxima fase do Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico) se estenda também para as penitenciárias, como forma de qualificar profissionalmente essa população. 

Dilma revelou que o governo está pensando em uma forma de estruturar o programa para que o beneficiário tenha progressão da pena. Segundo ela, a próxima etapa do Pronatec terá 2 milhões de vagas em mais de 800 cursos. “É viável, é possível”, disse.

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