'Tem muito petista sem dormir', diz Aécio sobre delação de doleiro

Candidato do PSDB rebateu falas de ministro da Justiça indicando que o governo não estaria preocupado com os depoimentos de Alberto Youssef, preso na Lava Jato

Gustavo Porto, O Estado de S. Paulo

26 de setembro de 2014 | 11h01

 Ribeirão Preto - O candidato a presidência da República Aécio Neves (PSDB) respondeu, em entrevista à Rádio Bandeirantes, a fala do ministro da Justiça José Eduardo Cardozo indicando que o governo não estaria preocupado com a delação premiada do doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato."Ao contrário do que disse o ministro da Justiça, tem muito petista sem dormir com a delação premiada", afirmou.

O tucano também voltou a criticar o discurso de quarta-feira, 23, da presidente Dilma Rousseff na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), como "um dos mais tristes episódios da política externa brasileira". Segundo o tucano, a adversária e candidata à reeleição utilizou a tribuna da ONU para fazer discurso eleitoral, "o que lhe gerou incredulidade aos que assistiam.

Aécio considerou ainda "uma mancha na política externa" do País o fato de Dilma ter pregado o diálogo com o Estado Islâmico, ao contrário do bloco de países liderados pelos Estados Unidos. "Ela prega o diálogo com o estado islâmico que está decapitando pessoas, enquanto é preciso uma ação forte", afirmou. 

Ainda sobre relações externas, Aécio reafirmou que, se eleito, mudará as relações com países vizinhos que "fazem vistas grossas" ao tráfico de drogas, permitindo, por exemplo, o cultivo de folha de coca. O candidato citou a Bolívia, como exemplo de país que é conivente com o tráfico e ainda recebe ajuda do governo brasileiro para o financiamento de obras.

Indagado se iria rever o Mais médicos, que tem a aprovação da população, Aécio afirmou que uma revisão do programa passaria pela renegociação com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) para o fim da discriminação dos cubanos. Essa discriminação, segundo ele, ocorre pelo fato de grande parte dos salários dos médicos cubanos ser repassada ao governo daquele país.

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