Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Tasso cobra de Alckmin cenário eleitoral mais organizado em SP

Para o parlamentar cearense, o palanque regional no Estado é o que mais preocupa hoje o partido, que tem o próprio Alckmin como pré-candidato à Presidência da República

Renan Truffi e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2018 | 12h39

BRASÍLIA  - O senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) afirmou nesta quarta-feira que o ex-governador Geraldo Alckmin precisa organizar o cenário eleitoral em São Paulo, maior colégio eleitoral do País. Para o parlamentar cearense, o palanque regional no Estado é o que mais preocupa hoje o partido, que tem o próprio Alckmin como pré-candidato à Presidência da República.

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"A divisão do palanque em São Paulo é o que mais preocupa. Precisa arrumar São Paulo", disse Tasso ao Estadão/Broadcast. No Estado, o ex-prefeito da capital paulista João Doria é o pré-candidato tucano a governador, mas tem como adversários outros aliados de Alckmin, entre eles, o atual governador paulista, Márcio França (PSB). Tasso também conta nessa "divisão" o presidente da Fiesp, Paulo Skaf (MDB).

A declaração de Tasso foi dada um dia após divulgação de pesquisa Ibope sobre o cenário eleitoral em São Paulo. Encomendado pela TV Bandeirantes, o levantamento aponta que Alckmin empata, em alguns cenários, com o deputado Jair Bolsonaro (RJ), presidenciável pelo PSL. Ambos aparecem em segundo lugar no Estado com 14% das intenções de voto, no cenário com a participação do ex-presidente Lula (PT), que, mesmo preso e inelegível, lidera com 20%. 

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A pesquisa mostrou ainda que Dória está tecnicamente empatado com Skaf na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes. Segundo o levantamento, Doria tem 24% das intenções de voto, contra 19% de Skaf - a margem de erro é de 3 pontos porcentuais. O petista Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo do Campo, e o atual governador paulista seguem bem atrás, com 4% e 3%, respectivamente.

 

Ceará

Tasso também afirmou que deverá lançar o general do Exército Guilherme Cals Theophilo como candidato ao governo do Ceará para servir de palanque para Alckmin. "Não está confirmado, mas tem tudo para ser. Está na hora de sangue novo", afirmou o senador, que recusou apelos do presidenciável tucano para que ele próprio fosse o candidato a governador. "Ele (Cals) é um amante do Ceará, tem um ótimo currículo e está sendo muito bem recebido". 

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