Tamanho é documento

Quando Luiz Inácio Lula da Silva entra em campo lembrando que já foi um "adversário pequenininho" no passado, as regras de 2014 estão postas. Lula tem hoje plena consciência de seu tamanho - deixou o governo, após oito anos de mandato, com aprovação de 80% da população e elegeu a sucessora - e está chamando a ex-ministra Marina Silva, que conhece muito bem, para a arena política.

Análise: Malu Delgado, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2013 | 02h07

Há algumas semanas, o entorno de Marina e do governador Eduardo Campos, o provável candidato do PSB à Presidência, comemorava o fato de a presidente Dilma Rousseff ter perdido o prumo e mordido a isca. A cada provocação de Marina (estrategicamente combinada), a petista passava o recibo - um desgaste absolutamente desnecessário para quem comanda o País e não pode admitir, de forma tão desabrida, que está em campanha pela reeleição. Campos, o candidato desconhecido, ficava desta forma preservado. Marina, com recall e uma pauta pop, mantinha a dupla em evidência, ajudava o colega de chapa e aproveitava para fragilizar o atual governo. Nenhum dos dois cogitava - e provavelmente não cogita - trombar com Lula. O ex-presidente avisa: é o anteparo de Dilma e partiu para o ataque a Marina e ao ex-pupilo Campos. A dupla não é tão pequenininha como Lula quer pintar (e ele sabe disso), mas certamente terá de repensar a tática.

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