Supremo barra mandatos e encerra ação do mensalão

Decisão põe Judiciário em rota de colisão com o Congresso Julgamento dura quatro meses e meio e confirma principais teses da acusação Petistas querem mobilização da militância contra resultado

O Estado de S.Paulo

18 de dezembro de 2012 | 02h06

Após sete anos de tramitação e quatro meses e meio de debates em 53 sessões, o Supremo Tribunal Federal concluiu ontem o julgamento do mensalão confirmando as principais teses da Procuradoria-Geral da República: dinheiro público desviado e empréstimos fraudulentos irrigaram um esquema de compra de votos na Câmara dos Deputados entre 2003 e 2005, durante o primeiro mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Dos 40 réus denunciados originalmente, um morreu antes de ser julgado, outro prestou serviço comunitário e teve a pena extinta, um viu seu caso ser remetido para a primeira instância judicial, 12 foram absolvidos e 25, condenados.

O julgamento que condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares, o delator do esquema, Roberto Jefferson, e o "operador" Marcos Valério Fernandes de Souza foi marcado por duros embates em plenário.

O relator Joaquim Barbosa, que veio a se tornar presidente do STF durante a análise da ação, protagonizou quase todos eles, tendo como principal contraponto as intervenções do revisor Ricardo Lewandowski. Seus votos por condenações, porém, foram seguidos pela maioria dos colegas.

Ontem, na sessão conclusiva que discutiu os mandatos dos deputados condenados, o roteiro não foi diferente.

Mais informações págs. A6, A7, A10 e A11

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