Suplicy protesta, mas diz que vai de Renan se ele não renunciar

No mesmo dia em que acusou a Rádio Senado de censurá-lo por não divulgar a carta na qual pede a substituição de Renan Calheiros (AL) por Pedro Simon (RS) como candidato do PMDB à presidência da Casa, Eduardo Suplicy (SP) afirmou que, se não tiver seu pedido atendido, vai votar mesmo no senador alagoano. Suplicy tem protagonizado uma campanha pela renúncia de Renan. "Ainda estou trabalhando pelo Pedro Simon, mas votarei respeitando a decisão do PMDB", disse ontem, horas depois de reclamar formalmente com o atual presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), sobre a "censura" que teria recebido na rádio. "Como defensor la liberdade de expressão, o senhor não pode permitir a censura", disse o petista.

O Estado de S.Paulo

30 de janeiro de 2013 | 02h08

Na carta que queria ver divulgada na rádio Senado, Suplicy citou reportagem da revista Época desta semana, que faz ligação entre Renan e a Construtora Gautama, investigada pela Operação Navalha, da Polícia Federal, em 2007. Na ocasião, a PF acusou a Gautama, do empresário Zuleido Veras, de comandar um esquema de corrupção que teria desviado cerca de R$ 300 milhões de obras públicas em dez Estados.

O diretor de Jornalismo do Senado, Davi Emerich, negou que tenha sido feita censura da rádio à carta de Suplicy. "Não houve proibição nem censura. Como se trata de eleição, trabalhamos com muita formalidade. A carta não foi enviada à rádio formalmente. Nós optamos por publicá-la na Agência Senado, na íntegra, porque para esse setor ela foi enviada com antecedência", afirmou Emerich. A Agência Senado publicou a íntegra da carta às 19h33 da segunda-feira. / JOÃO DOMINGOS e DÉBORA BERGAMASCO

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