Suplicy faz acordo com Haddad e sai da disputa pela Prefeitura de SP

Ministro ainda enfrenta a resistência de Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, que mantiveram seus nomes como pré-candidatos para prévia no dia 27

Wladimir D‘ Andrade, da Agência Estado

07 de novembro de 2011 | 03h05

O senador Eduardo Suplicy anunciou na manhã de domingo, 6, sua desistência à indicação do PT como candidato à Prefeitura em 2012 - mas outros dois interessados na disputa, os deputados federais Jilmar Tatto e Carlos Zarattini, mantiveram seus nomes, no encontro petista realizado em Guaianases, zona leste de São Paulo.

Tatto afirmou, na reunião, ter obtido cerca de 8.000 assinaturas para homologar sua pré-candidatura - o regulamento exige um mínimo de 3.180. Zarattini disse ter chegado aos 6.000 nomes. Os dois disputarão a vaga - se as prévias de fato se realizarem - com o ministro da Educação, Fernando Haddad, nome preferido pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Uma outra candidatura, a da senadora Marta Suplicy, deixou de existir na quinta-feira, quando ela formalizou sua desistência a pedido da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente.

A promessa de Haddad de incluir em seu programa o projeto de renda mínima de Eduardo Suplicy foi decisiva para que este abandonasse a disputa. O acordo começou a ser feito no sábado à noite, quando o senador ligou para o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e lhe pediu que levasse a ideia ao ministro.

Acordo. Pouco antes da meia-noite, Teixeira retornava o telefonema confirmando que Haddad havia aceito a sugestão do senador. Assim, ao discursar ontem de manhã, diante de cerca de 1.200 militantes, Suplicy já havia afirmado que eles teriam "uma surpresa". No seu discurso, concluiu com a frase: "A partir de hoje me incorporo à campanha do ministro Haddad. Espero contribuir para levá-lo a vitória."

Suplicy disse que, antes, houve muitos pedidos para que não deixasse o Senado: "Recebi dezenas de e-mails e mensagens de aliados defendendo o meu trabalho como senador e pedindo que eu não deixasse o cargo."

Tatto garantiu que "não há a menor possibilidade de ele desistir" e manteve o tempo todo, diante da militância, um discurso otimista - para ele, a herança política de Marta na periferia deverá estar de seu lado. "Minha votação principal (nas últimas eleições) foi na periferia da cidade, assim como a da Marta. Então, acho que o patrimônio político-eleitoral dela vem para mim." Segundo Tatto, "agora é uma disputa entre iguais".

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