Suplicy defende Marta no Senado contra acusações tucanas

Líder tucano disse 'deplorar' a atitude dos marqueteiros da petista pela exibição de programa contra Kassab

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

14 de outubro de 2008 | 18h43

Único senador do PT a defender a candidata petista Marta Suplicy  no plenário, o senador Eduardo Suplicy, seu ex-marido, ocupou a tribuna duas vezes para rebater as críticas que ela recebeu de senadores do PSDB. O líder tucano, Arthur Virgílio (AM), disse "deplorar" a atitude dos marqueteiros de Marta Suplicy pela exibição no programa de propaganda gratuita na TV de indagações sobre o estado civil do prefeito  Gilberto Kassab.   Veja também: Enquete: estado civil do candidato interfere no voto? Blog: Leia os principais momentos do debate na Bandeirantes  Especial: Perfil dos candidatos em São Paulo  'Eu prometo' traz as promessas de Marta e Kassab  Geografia do voto: Desempenho dos partidos nas cidades brasileiras  Confira o resultado eleitoral nas capitais do País   "O que ela quis dizer com isso?", perguntou Virgílio ao ex-marido da candidata que ficou sem palavras. Ao afirmar que o segundo turno em São Paulo chegara a este nível, de perguntar se Kassab é casado e tem filhos, Virgílio afirmou: "O que me interessa é o comportamento público e não o estado civil das pessoas". Na sua avaliação, a petista, por essa situação, vai perder votos no eleitorado gay. "Basta pesquisar na Internet para saber se Kassab é casado ou não", disse o tucano que classificou o debate de "acanhado", por envolver a vida particular do prefeito. "Uma pessoa que não é casada nem tem filhos pode ter um procedimento profissional de enorme relevância", concordou Suplicy.   Antes do debate com Virgílio, porém, Suplicy já havia defendido Marta e afirmado sua convicção de que ela será eleita para mostrar suas condições de comandar a prefeitura. Ele explicou aos senadores que o programa com referências a Kassab já não está mais no ar. Suplicy esclareceu que o texto só foi repetido ontem por que não houve tempo suficiente para fazer a mudança do programa.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.