Sumiço de deputado provoca tensão e desgaste na PF

BASTIDORES: Alana Rizo

O Estado de S.Paulo

29 Junho 2013 | 02h20

O sumiço de quase dois dias do deputado federal Natan Donadon (PMDB-RO), primeiro parlamentar preso no exercício do mandato, provocou tensão e desgaste na cúpula da Polícia Federal.

Surpreendida pela ordem de prisão, apesar de o julgamento do recurso constar da pauta do Supremo Tribunal Federal, a direção da PF soube da decisão pela TV Justiça. A partir daí, seus agentes foram à luta, em Brasília e Rondônia.

As buscas ocorreram ao mesmo tempo em que o advogado de Donadon, Nabor Bulhões, negociava com o Ministério da Justiça a apresentação espontânea do parlamentar, que só se entregou ontem de manhã após intensa negociação de seu advogado, Nabor Bulhões. Este entrou no caso depois do assédio de caciques do PMDB - entre eles o vice-presidente Michel Temer, o presidente da Câmara, Henrique Alves, e o líder do partido, deputado Eduardo Cunha.

O primeiro acerto era que Donadon se entregaria anteontem de manhã, o que não ocorreu. O diretor-geral da PF, Leandro Daiello, entrou então nas negociações, assim como juiz da Vara de Execuções Criminais do TJ do Distrito Federal. No início da tarde, a PF informou ter aumentado o efetivo nas buscas ao deputado - pois se temia que ele fugisse. Daiello e a PF do Distrito Federal ficaram até 23h de anteontem esperando, em vão, que ele se entregasse. Com status de criminoso VIP, Donadon teve quase 48 horas para se despedir da família, resolver "pendências" e se apresentar longe da imprensa. Uma de suas preocupações era com a imagem e com a cela que ocuparia.

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